Mudanças principais
Variantes detalhadas pendentes.
BE40Variantes detalhadas pendentes.
Em 2003, a Raytheon Aircraft renomeou o Beechjet 400A como Hawker 400XP — alinhando a nomenclatura com a família Hawker (800XP, 850XP). Aviônica atualizada para Collins Pro Line 21, winglets Hartzell de série e acabamento de cabine refinado.
A linhagem começou como Mitsubishi MU-300 Diamond (1978), foi vendida à Beechcraft em 1985 (virou Beechjet 400/400A) e rebatizada Hawker 400XP em 2003 quando a Hawker Beechcraft consolidou a marca. Produzido até 2010, é hoje 100% pre-owned.
O Hawker 400XP tem presença relevante no Brasil — estimativa de 30-50 aeronaves operando no charter e corporativo (registros ANAC parciais; refinamento via base RAB pendente). Operadores típicos incluem empresas de táxi aéreo regional (Helistar, CTA, operadores de SP, BH e Goiânia) e algumas frotas corporativas de médias indústrias.
O 400XP é um modelo "sweet spot" no mercado pre-owned brasileiro: aviônica Pro Line 21 ainda atende ADS-B Out e RVSM, cabine larga (1,47m) supera Citation CJ3 em conforto e o preço de aquisição (US$ 1.5-2.8M) é metade do Phenom 300 pre-owned. A desvantagem é o motor JT15D-5 — sem FADEC, TBO curto e custo de overhaul superior aos PW300/FJ44 modernos.
Oportunidade MRO no Brasil: aeronaves com 15-20 anos chegando a HSI/overhaul, retrofit ADS-B Out já realizado em maioria, mas upgrade de cabine (LED, novos seats) ainda lucrativo. (Estimativa preliminar — refinar com dados ANAC reais.)
Análise completa: lista, reservas de marca, gráficos e change log no Monitor ANAC.
O 400XP herda a fuselagem larga do MU-300 japonês (1,52 m de largura) — mais larga que CJ1+, CJ2+ e Phenom 100. Para PAX corporativos com 4-7 pessoas, a sensação de espaço é o principal diferencial vs concorrentes light jets contemporâneos.
Em 2025, o 400XP com mid-life é negociado na faixa de USD 1,5-2,5M (Aircraft Bluebook), abaixo de CJ4 ou Phenom 300 usados. Para charter RBAC 135 que precisa cabine corporativa a custo de aquisição baixo, é um sweet-spot conhecido.
O upgrade para Pro Line 21 trouxe três telas LCD coloridas (PFD/MFD), FMS dual com GPS WAAS e weather radar digital. Compatibilidade nativa com ADS-B Out via Service Bulletin reduz custo de modernização vs. retrofit completo do Pro Line 4 do 400A.
Os winglets Hartzell foram instalados de série no 400XP, oferecendo ganho marginal de eficiência aerodinâmica (1-2% em cruzeiro) e estética distintiva. Operadores de Beechjet 400A podem retrofitar via STC do mesmo kit.
Fontes: NTSB, CENIPA, Aviation Safety Network
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A produção do Hawker 400XP foi encerrada em 2010 com 295 unidades entregues. A Beechcraft posterior (Textron) optou por não relançar o segmento light jet, deixando o nicho para Cessna (Citation M2/CJ3+) e Embraer (Phenom 300).
Em 2007, a Onex Corp e GS Capital compraram a Raytheon Aircraft, formando a Hawker Beechcraft. A produção do 400XP continuou até 2010, mas a empresa entrou em Chapter 11 em 2012. A unidade Hawker foi descontinuada e vendida; o programa 400XP nunca teve sucessor direto.
Os motores Pratt & Whitney JT15D-5R são honestos e duráveis, mas consomem ~30% mais Jet A que motores Williams FJ44 modernos (CJ4) ou PW535 (Phenom 300). Em 400h/ano isso vira USD 200k+ de fuel a mais — fator decisivo em TCO 5 anos.
Após a falência da Hawker Beechcraft em 2012 e a aquisição parcial da Textron, o suporte oficial à linha 400XP ficou disperso. Operadores hoje dependem de MROs independentes (Stevens, Banyan, no Brasil Solojet Serviços e Lider) — ponto que afeta valor residual.
Apesar do upgrade de aviônica, o 400XP manteve os motores Pratt & Whitney JT15D-5 do 400A — sem FADEC, TBO 3.600h. Isso significa que o gap de custo operacional vs. PW535/FJ44-3A do Phenom 300 e CJ3 permaneceu.
Quando a produção encerrou em 2010, a Beechcraft não desenvolveu um sucessor light. O Hawker 4000 (super-midsize, composito) era um produto totalmente diferente. O segmento light Beechcraft simplesmente desapareceu.
A versão militar T-1A Jayhawk, derivada do Beechjet 400A, é usada pela US Air Force desde 1992 para treinamento avançado de pilotos de transporte e bombardeiros — demonstração de robustez da plataforma.
Pilotos com type rating Beechjet 400A operam o Hawker 400XP sem treinamento adicional — o type rating é o mesmo (BE-400). Isso facilita transição entre modelos no mercado de fractional e charter.
A Solojet Shares opera uma das maiores frotas Hawker 400A/400XP do Brasil em programa de cotas e charter (RBAC-135), evidenciando que o tipo continua viável no mercado nacional quando bem mantido e com programa de manutenção rigoroso.
No Brasil, o Hawker 400XP é frequentemente cotado contra Citation CJ2/CJ3 e Phenom 100. Sua cabine 24% mais larga e velocidade Mach 0.78 atraem operadores de charter premium em rotas SP-NE, SP-SUL e missões agro/mineração de até 3 horas.