Mudanças principais
Variantes detalhadas pendentes.
3 variantes · valores destacados em verde = melhor da família
| Métrica | Beechjet 400 1986–1989 | Beechjet 400A 1990–2003 | Hawker 400XP 2003–2010 |
|---|---|---|---|
| ICAO | BE40 | BE40 | BE40 |
| Range (NM) | 1.500 | 1.519 | 1.519 |
| MTOW (kg) | 7.050 | 7.484 | 7.484 |
| Cruzeiro (kt) | 458 | 449 | 449 |
| Teto (ft) | — | 45.000 | 45.000 |
| Decolagem (ft) |
Variantes detalhadas pendentes.
O Beechjet 400A descende do Mitsubishi MU-300 Diamond II, projetado pela Mitsubishi Heavy Industries no final dos anos 1970. Em 1985, a Beech Aircraft adquiriu o programa e a planta de Wichita, rebatizando-o como Beechjet 400. O 400A é a evolução com motores aprimorados e cabine refinada.
Lançado pela Beechcraft em 1990 com tanques aux maiores (range estendido), cabine alongada em ~25cm e aviônica Collins Pro Line 4. Certificado em 1990.
O Beechjet 400A teve presença sólida no mercado brasileiro de táxi aéreo dos anos 1995-2010, com estimativa de 25-35 aeronaves importadas (registros ANAC parciais; refinamento via base RAB pendente). Operadores típicos foram empresas charter regionais buscando velocidade superior ao Citation CJ1/CJ2 a custo de aquisição similar.
A frota brasileira hoje é majoritariamente legada — aeronaves com 25-35 anos de idade, muitas em fase de phase-out por custo de operação (motores JT15D-5 sem FADEC, aviônica Pro Line 4 obsoleta) ou por mandatos ADS-B Out. Algumas unidades migraram para o status Hawker 400XP via STC (upgrade de aviônica e winglets) — operação não trivial mas viável.
Oportunidade MRO: aeronaves remanescentes precisam de upgrade ADS-B Out, retrofit de aviônica (Garmin G3000 ou similar) e overhauls de motor. Mercado de usados brasileiro precifica entre US$ 400k-1.2M, refletindo o estado da frota global. (Estimativa preliminar — refinar com dados ANAC reais.)
Análise completa: lista, reservas de marca, gráficos e change log no Monitor ANAC.
Largura de cabine de 1.49m herdada do MU-300 — superior a Citation V/Ultra (1.45m) na mesma categoria de peso.
Com 1,47 m de largura, a cabine do Beechjet 400A é 24% mais larga que a do Citation CJ-series contemporâneo. A herança Mitsubishi Diamond II — projetado como cabine de seção quadrada — entrega conforto incomum em light jets dos anos 1990.
O Beechjet 400A cruza confortavelmente em Mach 0.78 (449 kt), entregando velocidade superior aos Citation CJ1/CJ2 e competitiva com os Learjet 31A. Para missões de 2-3 horas, o ganho de tempo de 15-20 minutos vs. concorrentes Cessna era um diferencial real.
Alcance NBAA IFR de cerca de 1.450 NM fica abaixo de Phenom 300 (1.971 NM) e CJ4 — limita uso em rotas como SBGR-Caribe sem escala.
Os Pratt & Whitney JT15D-5 são motores de geração anterior, sem FADEC e com TBO de 3.600 horas — significativamente menor que os 5.000-6.000h dos motores PW300/FJ44 modernos. Isso eleva o custo por hora de motor e reduz o intervalo entre overhauls completos.
| — |
| 3.855 |
| 3.855 |
| Assentos máx | 9 | 9 | 9 |
| Cabine (L×W×H m) | — | 4.78×1.47×1.45 | 4.78×1.47×1.45 |
| Preço novo (USD) | — | US$ 6.8M | US$ 7.0M |
BE40Variantes detalhadas pendentes.
A FlightOptions (uma das primeiras operações fractional, antes da consolidação com Flexjet) operou uma das maiores frotas Beechjet 400A no início dos anos 2000, sustentando a base instalada e o ecossistema de manutenção.
Após a Raytheon adquirir Hawker, o 400A foi atualizado e relançado como Hawker 400XP em 2003. Mais de 700 unidades 400/400A/400XP entregues no total.
Em 2003, a Raytheon (proprietária da Beechcraft na época) renomeou e atualizou o Beechjet 400A como Hawker 400XP, com winglets de série e melhorias de cabine. O 400A teve produção encerrada com 540 unidades entregues.
O Beechjet 400A não tem APU. Em solo, a partida e o ar condicionado dependem de unidade externa (GPU/ASU). Em aeroportos sem infraestrutura adequada, a operação fica mais complexa — limitação clara em rotas para FBOs menores.
Versão militar T-1A Jayhawk forma pilotos de C-17, KC-135 e KC-46 da USAF desde 1992 — frota de mais de 175 unidades em serviço ativo.
Operadores experientes ainda chamam o Beechjet 400A de "Diamond" — herança do nome original Mitsubishi MU-300 Diamond II. Nos manuais técnicos, alguns componentes ainda carregam a nomenclatura japonesa original.
A versão militar do Beechjet 400A é o T-1A Jayhawk, usado pela USAF como treinador avançado para pilotos de transporte estratégico (KC-135, C-17). Mais de 180 unidades foram entregues à força aérea americana — a maior encomenda militar da família.
Operadoras brasileiras de táxi aéreo usaram o Beechjet 400A intensivamente nos anos 2000-2010 como entry-level rápido — empresas como Helistar, Líder Aviação e operadores menores em SP/Belo Horizonte. Hoje a frota é residual, em fase de phase-out.