Mudanças principais
Variantes detalhadas pendentes.
2 variantes · valores destacados em verde = melhor da família
| Métrica | Citation Sovereign 2004–2013 | Citation Sovereign + 2014–2021 |
|---|---|---|
| ICAO | C680 | C680 |
| Range (NM) | 2.950 | 3.200 |
| MTOW (kg) | 13.744 | 13.948 |
| Cruzeiro (kt) | 459 | 460 |
| Teto (ft) | 47.000 | 47.000 |
| Decolagem (ft) | 4.003 | 3.530 |
| Assentos máx | 12 | 12 |
| Cabine (L×W×H m) | 7.62×1.68×1.73 | 7.67×1.68×1.73 |
| Preço novo (USD) | US$ 17.0M | US$ 18.8M |
Variantes detalhadas pendentes.
Na NBAA de outubro de 2012, em Orlando, a Cessna anunciou o Sovereign+ como evolução do 680 — nova aviônica Garmin G5000 (Cessna Intrinzic), motores PW306D, winglets de série e autothrottle integrado.
O protótipo realizou primeiro voo em 25 de abril de 2013. Certificação FAA obtida em dezembro de 2013, com primeiras entregas iniciando ainda no Q4 daquele ano.
O Sovereign+ é a parcela menor da frota brasileira do Citation Sovereign (~5-7 unidades estimadas, parte das 31 ativas no RAB-ANAC). Aeronaves entregues entre 2014-2020, ainda dentro da janela jovem (5-12 anos), tipicamente com programa Sovereign Shield ou ESP ainda ativo.
Operadores brasileiros do Sovereign+ tendem a ser empresas com frota Citation pré-existente (familiaridade com type rating 680) ou holdings que migraram do Hawker 900XP buscando aviônica moderna sem sair do segmento midsize. Concentração geográfica continua dominada por São Paulo, com presença emergente em Goiânia (agronegócio) e Belo Horizonte.
O mercado de usados precifica unidades 2014-2018 entre US$ 12-15M e 2019-2021 entre US$ 15-18M (Aircraft Bluebook Summer 2024). A combinação Garmin G5000 + autothrottle + winglets de série faz do Sovereign+ uma alternativa competitiva ao Praetor 500 e Latitude no mercado pre-owned premium. (Estimativa preliminar — refinar com dados ANAC reais.)
Análise completa: lista, reservas de marca, gráficos e change log no Monitor ANAC.
Diferente do Sovereign original (winglets opcionais via STC), o Sovereign+ vem com winglets de fábrica que reduzem arrasto induzido em até 5% e ampliaram alcance para 3.200nm. Em missões longas, isso representa economia de 200-300 lb de combustível por etapa.
O Sovereign+ vem com autothrottle Garmin de série, recurso ainda raro em midsizes legacy. Isso reduz workload da tripulação em climbs/descents complexos e melhora consistência de fuel burn — vantagem operacional significativa em missões long-haul.
O Cessna Intrinzic é o pacote G5000 customizado, com três telas de 14" no painel principal e quatro touchscreens GTC 570. Inclui synthetic vision SVT, weather radar GWX 70, charts ChartView e SafeTaxi de série.
O Sovereign+ foi um dos primeiros midsize jets a oferecer autothrottle integrado. Reduz workload em descida e aproximação, particularmente útil em operações single-pilot-trained ou em pistas de alto density altitude.
Os winglets proprietários "swooplets" foram introduzidos de série no Sovereign+. Reduzem arrasto induzido e contribuíram para o ganho de range para 3.200 nm (vs. 2.950 do Sovereign original) com motores PW306D mais eficientes.
C680Lançado em 2014, o Sovereign+ foi o primeiro Citation a receber o cockpit Garmin G5000 com 3 displays touchscreen de fábrica, marcando transição da Cessna do Honeywell Primus Epic para a plataforma Garmin. A escolha viria a se replicar em Latitude, Longitude e Ascend.
Certificação para operação no Brasil obtida em 2014, com primeiras entregas brasileiras no terceiro trimestre de 2014. Operadores com type rating 680 já em frota migraram naturalmente.
Somando Sovereign original (350 unidades) e Sovereign+ (cerca de 90 unidades), a plataforma 680 entregou mais de 440 jatos entre 2004 e 2021 antes de ceder lugar ao Citation Longitude. Isso cria base instalada que sustenta peças, MRO e pilotos no longo prazo.
Em março de 2021, a Textron Aviation confirmou o encerramento da produção do Citation Sovereign+ para "minimizar a sobreposição com o Citation Latitude e o Citation Longitude". O último exemplar (s/n 680-0575+) saiu da linha — total de 94 Sovereign+ produzidos.
Com apenas cerca de 90 unidades produzidas em 7 anos, o Sovereign+ tem base instalada menor que o Sovereign original, o que pode pressionar levemente o valor de revenda em comparação a tipos de maior volume como XLS+ ou Phenom 300. Para fractional como NetJets, esse fator influenciou preferência pelo Latitude/Longitude.
Com Latitude lançado em 2015 e Longitude em 2019, o Sovereign+ teve janela comercial curta (2014-2021) e produção de apenas 94 aeronaves. Base instalada pequena dificulta sourcing de peças canibalizáveis e cria prêmio em manutenção.
Apesar dos avanços em aviônica e motorização, o Sovereign+ manteve a mesma cabine drop-floor do Sovereign original. Quem busca cabine flat-floor stand-up no segmento Cessna foi forçado ao Latitude — um dos motivos do canibalismo interno.
O Citation Sovereign/Sovereign+ ganhou tração no Brasil pós-2020 com a Solojet Serviços expandindo capability MRO específica para C680, atraindo operadores que antes precisavam mandar manutenção pesada para os EUA. Hoje há mais de 15 Sovereigns no RAB ANAC, com expectativa de crescimento contínuo.
Diferente do Sovereign original, o Sovereign+ saiu de fábrica com o programa Sovereign Shield: 5 anos ou 1.500 horas de cobertura abrangente (motor, avionics, peças scheduled). Reduziu custo total de propriedade nos primeiros 5 anos e foi um diferencial de venda contra o Praetor 500.
Quando a Cessna projetou o Longitude (2019, super-midsize 3.500 nm), reaproveitou a fuselagem alongada do Sovereign+ como ponto de partida. O Sovereign+ foi, portanto, o último elo arquitetural de uma plataforma com três modelos em produção (Sovereign, Sovereign+, Longitude).
No Brasil, os Sovereign+ ativos estão majoritariamente em mãos de empresas que já operavam o Sovereign 680 e fizeram upgrade. A familiaridade do type rating 680 e da rede de manutenção (CTA, Líder, Solojet) facilita a transição.