Mudanças principais
Variantes detalhadas pendentes.
C25BVariantes detalhadas pendentes.
O Citation CJ3 (Model 525B) foi anunciado em 2002 como evolução do CJ2 — fuselagem alongada em 0,61 m, motores Williams FJ44-3A mais potentes e asa nova com mais combustível. Primeiro voo em 17 de abril de 2002.
Lancado em 2004, o CJ3 foi o topo da familia 525 single-pilot ate o CJ4 (2010), que apesar de maior precisa de 2 pilotos para operacao comercial. Stretchou a fuselagem em ~75 cm em relacao ao CJ2+ e ganhou motores FJ44-3A de 2.820 lbf — o mais potente da familia 525 ate entao.
O Citation CJ3 é um dos light jets mais populares do Brasil. Estimativa de 35-50 unidades operando entre owner-operators e charter (registros ANAC parciais; refinamento via base RAB pendente). Concentração em São Paulo, Belo Horizonte e Goiânia, com presença relevante no agronegócio (Mato Grosso, Goiás).
O sucesso do CJ3 no Brasil é explicado por três fatores: (i) certificação single-pilot reduz custo operacional (sem SIC obrigatório), (ii) consumo de 140 gph é o menor da categoria, (iii) Williams FJ44-3A com programa TAP Blue oferece previsibilidade orçamentária superior aos JT15D do Hawker 400XP. Operação em pistas como Jundiaí (SBJD) e Campinas (SBKP) é confortável.
Mercado de usados precifica unidades 2005-2009 entre US$ 2.5-3.5M e 2010-2014 entre US$ 3.5-4.8M (Aircraft Bluebook Summer 2024). Oportunidade MRO: HSI de motor (2.500h), retrofit ADS-B Out já saturado, upgrade Garmin 5000/3000 via STC (mas raro pelo custo). (Estimativa preliminar — refinar com dados ANAC reais.)
Range de 1.875 nm permite voos diretos como Sao Paulo-Miami (com 1 escala curta), GRU-Cancun ou Manaus-Bridgetown sem refueling. Combinado com FL450, abre rotas premium para charter de fim de semana com familia + bagagem.
Primeiro CJ a oferecer lavatorio com porta solida (enclosed) — antes era apenas privacy curtain no CJ1/CJ2. Bagageiro externo de 65 ft³ (~1.840 L) acomoda golf bags e malas de tamanho medio para 6-7 pessoas, raro em light single-pilot.
Com 3.180 ft de pista balanceada (mais curta que CJ1+!) e single-pilot certified, opera de Jundiai e Sorocaba sem restricao. Operadores brasileiros como Avantto, JetSmart e NetJets tem CJ3 na frota como cavalo de batalha de missoes 2-4 horas.
O CJ3 é certificado para operação single-pilot, dispensando SIC obrigatório. Para owner-operators, isso reduz custo operacional anual em US$ 80-100k (salário + benefícios + treinamento de SIC). Type rating CE-525 cobre toda a família CitationJet (CJ1/CJ2/CJ3/CJ4/M2).
Os motores Williams FJ44-3A operam no programa TAP Blue (Total Assurance Program), oferecendo cobertura por hora de voo com previsibilidade orçamentária. TBO de 5.000 horas e HSI a 2.500h são competitivos com PW535 do Phenom 300.
Fontes: NTSB, CENIPA, Aviation Safety Network
POUSO LONGO
Certificação FAA obtida em outubro de 2004, com primeiras entregas em dezembro do mesmo ano. Certificação single-pilot RVSM/RNP-AR foi diferencial competitivo desde o lançamento.
Entre 2004 e 2014, a Cessna produziu aproximadamente 450 unidades CJ3 — fazendo dele um dos light jets mais bem sucedidos da historia. Substituido pelo CJ3+ em 2014, que e essencialmente o mesmo aviao com Garmin G3000 substituindo o Pro Line 21.
Em 2014, a Cessna lançou o CJ3+ com aviônica Garmin G3000 (Cessna Intrinzic), encerrando a produção do CJ3 original. Total de 451 unidades CJ3 produzidas em 10 anos — sucesso comercial sólido na categoria light.
Com 3.180 ft de pista balanceada, o CJ3 opera em SBJD (Jundiaí, 1.745m), SBSO (Sorocaba) e SBKP (Campinas) sem restrição. No Brasil, isso evita Guarulhos/Congonhas e reduz custo de handling/landing.
Altura de cabine permanece em 1,45m, identica desde o CitationJet de 1993 — limite estrutural da fuselagem 525. Concorrentes mais novos como Phenom 300 e Praetor 500 ja oferecem cabines mais altas (1,52m e 1,83m respectivamente).
A cabine do CJ3 tem 1,45m de altura — passageiros precisam abaixar a cabeça ao caminhar. Largura de 1,47m é igual ao Hawker 400XP mas inferior ao Phenom 300 (1,55m) e muito menor que o Sovereign (1,68m).
O CJ3 não tem APU. Em solo, ar condicionado e partida dependem de GPU — limitação em FBOs sem infraestrutura adequada. Em climas quentes (verão Brasil), passageiros podem ter desconforto entre o boarding e o pushback.
Considerando todas as variantes da familia Citation 525 (CJ original 1993, CJ1, CJ1+, CJ2, CJ2+, CJ3, CJ3+, CJ4, M2), Cessna ja entregou mais de 2.500 unidades — fazendo dela uma das familias de business jets mais bem sucedidas da historia, ao lado da familia Hawker e da Falcon 7X/8X.
Pilotos com type rating CE-525 podem voar legalmente CJ1/CJ1+/CJ2/CJ2+/CJ3/CJ3+/CJ4/M2 sem treinamento adicional — uma das maiores famílias de jatos cobertas por type rating único. Isso facilita migração entre modelos no mercado de fractional e charter.
A NetJets adicionou o CJ3 à sua frota fractional em 2005 e operou aproximadamente 30 unidades durante o pico (2008-2014), criando familiaridade global do tipo entre pilotos e técnicos. Hoje a NetJets migrou para CJ4 e Phenom 300 mas o legado CJ3 sustenta o mercado pre-owned.
No Brasil, o CJ3 é frequentemente operado por empresários do agronegócio em MT, GO e MS. A combinação single-pilot + pista curta + range 1.875 nm (que cobre fazendas no centro-oeste para SP/RJ direto) é um "sweet spot" para o setor.