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EMB-820C Carajá

EMB-820C Carajá

C208
Turbohélice Singlediscontinued1980–2002
Range
1.370 NM · 2.537 km
MTOW
4.082 kg
Cruzeiro
186 kt
Assentos
14
1 piloto + 13 passageiros
Preço novo
US$ 800.000

Specs detalhadas

Performance

Engines
1x Pratt & Whitney Canada PT6A-114A
Mtow Lb
7.900
Range Nm
940
Max Speed Kt
184
Useful Load Lb
3.250
Cruise Speed Kt
180
Fuel Capacity Lb
2.224
Razão de subida
950 ft/min
Service Ceiling Ft
25.000
Distância de pouso
1.650 ft
Pista balanceada (BFL)
2.100 ft
Shaft Horsepower Per Engine
675

Cabine e conforto

Lavatory
Não possui
Cargo Door
Sim
Configuration
Até 9 passageiros utility ou cargueiro convertível
Unpressurized
Sim
Cabin Width In
64
Stand Up Cabin
Não
Cabin Height In
54
Cabin Length Ft
13
Pressurização diferencial
0 psi
Baggage Capacity Cuft
111

Aviônica e motores

Fms
Não equipado de série (GPS retrofit)
Tcas
Não
Cockpit
Bendix/King analog steam gauges (configuração original anos 1980)
Ads B Out
Não
Autopilot
Bendix/King KAP-150 opcional
Type Rating
Não requer (single-engine sob CHT)
Autothrottle
Não
Weather Radar
RDR-160 opcional
Synthetic Vision
Não
Single Pilot Certified
Sim

Custos operacionais

Fuel Burn Gph
50
Price New Usd
Annual Fixed Usd
150.000
Hourly Operating Usd
650
Engine Overhaul Cost Usd
280.000
Current Market Price Usd Low
600.000
Engine Overhaul Period Hours
3.600
Current Market Price Usd High
1.100.000

Conhecimento curado

História

Fruto da cooperação Embraer-Cessna iniciada em 1974

O Carajá nasceu dentro do acordo de cooperação industrial firmado entre Embraer e Cessna em 1974, que permitiu à Embraer produzir sob licença em São José dos Campos vários modelos Cessna e Piper para o mercado brasileiro e latino-americano. A linha incluía o EMB-810 Seneca, EMB-711 Corisco, EMB-712 Tupi, EMB-720 Minuano e o EMB-820 Navajo — o Carajá foi o último programa do acordo, encerrado em 1988 quando a Embraer saiu definitivamente da aviação geral.

Apenas cerca de 16 unidades produzidas em sete anos

O programa Carajá teve produção marginal — registros indicam aproximadamente 16 unidades entregues entre 1981 e 1988, com clientes concentrados em Forças Armadas brasileiras, operadores de Amazônia e missões públicas. O baixo volume reflete tanto a competição direta com a importação do próprio Cessna 208 (que era preferida por questões de suporte) quanto o desinteresse comercial da Embraer em escalar o segmento utility após priorizar o EMB-120 Brasília.

Benefícios

PT6A-114A com TBO de 3.600 horas mantém custo operacional baixo

Como o Carajá compartilha o mesmo PT6A-114A do Cessna 208, mantém a confiabilidade lendária da série PT6A com TBO de 3.600 horas, fuel burn de 50 GPH e custo operacional direto na faixa de USD 650/hora — atrativo para operadores brasileiros em missões remotas no Norte e Centro-Oeste com pistas curtas e sem suporte estruturado.

Limitações

Suporte de peças desafiador devido ao baixo volume e descontinuação

Com apenas 16 unidades produzidas, peças específicas do Carajá (decoração interna, manuais em português, etiquetas Embraer) são escassas. A maioria dos componentes é compartilhada com o Cessna 208 e pode ser obtida via Textron Aviation, mas itens de fuselagem brasileira exigem fabricação sob demanda ou canibalização. Avionics legacy (Bendix/King analógico) também precisam upgrade para ADS-B Out (mandatório no Brasil desde 2024).

Avionics analógicos exigem retrofit completo para padrão atual

A configuração original anos 1980 do Carajá traz painel analógico Bendix/King sem GPS WAAS, sem ADS-B Out e sem synthetic vision. Para operação atual em IFR no Brasil, é necessário retrofit completo do painel (Garmin GTN 750/650 + GTX 345 + G500 TXi opcional) com investimento típico de USD 80.000-150.000 — frequentemente inviabilizando economicamente unidades em estado regular.

Curiosidades

Collector item raro — uma das últimas heranças da era Embraer-Cessna

Por ter sido produzido em volume mínimo (~16 unidades) e representar o fechamento histórico da cooperação Embraer-Cessna que durou 14 anos, o Carajá tornou-se collector item raro entre entusiastas da aviação brasileira. Algumas unidades sobreviventes operam em museus ou frotas históricas, e ocasionalmente aparecem no mercado usado por USD 600k-1.1M — preço sustentado mais por valor histórico-emocional do que por capability operacional frente ao Cessna 208 importado moderno.

Frota brasileira · 35 matrículas

Análise completa: lista, reservas de marca, gráficos e change log no Monitor ANAC.

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Acidentes catalogados

Fontes: NTSB, CENIPA, Aviation Safety Network

24/05/2015· BR· ROCHEDO
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FALHA DO MOTOR EM VOO

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