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EMB-121 Xingu

EMB-121 Xingu

E121
Turbohélice Twin Mediumdiscontinued1977–1987
Range
1.430 NM · 2.648 km
MTOW
5.670 kg
Cruzeiro
230 kt
Assentos
9
2 pilotos + 7 passageiros
Preço novo

Embraer EMB-121 Xingu — turboélice executivo brasileiro. Operado por Aeronáutica e civis.

Specs detalhadas

Performance

Engines
2x Pratt & Whitney Canada PT6A-28
Range Nm
1.430
Propeller
Hartzell 3-blade constant speed reverse
Pressurized
Sim
Max Speed Kt
240
Cruise Speed Kt
230
Fuel Capacity Lb
2.950
Razão de subida
1.900 ft/min
Service Ceiling Ft
26.000
Tail Configuration
T-tail
Distância de pouso
1.700 ft
Pista balanceada (BFL)
2.400 ft
Altitude máx. operação
26.000 ft
Shaft Horsepower Per Engine
680

Cabine e conforto

Lavatory
Aft com cortina (opcional belted potty)
Configuration
6-9 passageiros executive em club, cabine pressurizada
Cabin Width In
64
Stand Up Cabin
Não
Cabin Height In
60
Cabin Length Ft
15
Pressurização diferencial
5,4 psi
Tail Configuration
T-tail
Baggage Capacity Cuft
50
Cabin Altitude At 25kft Ft
8.500

Aviônica e motores

Fms
Não original (retrofits GPS Garmin GTN 750 comuns)
Crew
1-2
Tcas
Não original (retrofit em alguns)
Cockpit
Analógico clássico (Bendix/Collins, varia por unidade) com retrofits Garmin frequentes
Ads B Out
Não
Autopilot
Bendix M-4D ou Collins APS-65 (opcional)
Autothrottle
Não
Weather Radar
Bendix RDR-150 ou similar (opcional)
Synthetic Vision
Não
Single Pilot Certified
Sim

Custos operacionais

Fuel Burn Gph
80
Price New Usd
Annual Fixed Usd
160.000
Hourly Operating Usd
850
Engine Overhaul Cost Usd
280.000
Current Market Price Usd Low
350.000
Engine Overhaul Period Hours
3.500
Current Market Price Usd High
850.000

Conhecimento curado

História

Primeiro voo em 1976, certificação CTA em 1977

O EMB-121 Xingu fez seu primeiro voo em 10 de outubro de 1976 e recebeu certificação CTA brasileira em 1977. Foi o primeiro projeto da Embraer voltado especificamente para o segmento executivo (não regional commuter como o Bandeirante), refletindo a estratégia da empresa de diversificar mercados ainda nos anos 70 — antecipando em décadas o sucesso posterior dos Phenom 100 e 300.

Aéronavale francesa adquiriu 41 unidades em 1981

Em 1981, a Marinha Francesa (Aéronavale) selecionou o EMB-121 Xingu como treinador para pilotos multi-engine, encomendando 41 unidades — um dos maiores contratos militares estrangeiros da história da Embraer naquele momento e o que tornou o programa Xingu economicamente viável. As aeronaves operam até hoje na Escadrille 52S em Lann-Bihoué, com previsão de aposentadoria por treinador moderno na década de 2030.

Benefícios

Cabine pressurizada inédita em turboélice nacional

Em 1977, quando o Xingu foi lançado, era o único turboélice executivo pressurizado fabricado no Brasil — anos antes do EMB-120 Brasília regional pressurizado (1985). Permitia voos acima de 25.000ft sem oxigênio, abrindo possibilidade de operar acima de tempo ruim e em rotas com obstáculos elevados. Foi um marco tecnológico para a indústria aeronáutica brasileira.

Single-pilot operation com type rating EMB-121

O Xingu é certificado para operação single-pilot, posicionando-o no mesmo segmento de proprietário-piloto do King Air C90. Com type rating EMB-121 distinto e baixo custo de aquisição (USD 350k-850k), atrai operadores que buscam twin turboprop pressurizado nacional sem o custo de manutenção de um C90 ou de upgrade ADS-B obrigatório de aeronaves importadas.

Limitações

Apenas ~110 unidades produzidas — peças escassas

Com apenas cerca de 110 unidades produzidas em 10 anos de fabricação, o suporte de peças do Xingu é severamente limitado. A Embraer descontinuou suporte oficial e depende-se hoje de PMA (Parts Manufacturer Approval) brasileiros e canibalização entre operadores. Para frota civil ativa, isso significa downtime maior em ALPs e custo de manutenção crescente — especialmente após 40+ anos de operação.

Performance modesta vs King Airs contemporâneos

Com cruise speed de 230kt e teto operacional de 26.000ft, o Xingu fica abaixo de concorrentes diretos da época como o King Air C90 (248kt, 28.100ft) e o King Air B200 (289kt, 35.000ft). Para missões acima de 600nm ou em rotas com tempo significativo, a aeronave é menos competitiva — limitação que contribuiu para a baixa adoção comercial fora dos contratos militares.

Curiosidades

Vendas modestas freiaram o programa executive da Embraer por 20 anos

O fracasso comercial relativo do Xingu (vs. as 498 unidades do Bandeirante no mesmo período) fez a Embraer adiar por mais de 20 anos a entrada definitiva no segmento executivo — só retornando com o programa Phenom em 2005. Se o Xingu tivesse vendido 300+ unidades, é provável que a Embraer tivesse desenvolvido uma família executiva nos anos 80 paralela ao ERJ. É um 'what if' interessante na história da empresa.

FAB opera C-97 Xingu em transporte VIP até hoje

A Força Aérea Brasileira recebeu Xingus a partir de 1979 com a designação militar C-97 (transporte) e VU-9 (utilitário/VIP), operando-os principalmente no GTE (Grupo de Transporte Especial) em Brasília para transporte de autoridades e ligação ministerial. Algumas unidades passaram por modernização avionics no início dos anos 2000 e ainda estão em operação em 2024 — fazendo do Xingu uma das aeronaves de mais longa carreira ativa da FAB.

Acidentes catalogados

Fontes: NTSB, CENIPA, Aviation Safety Network

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