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EMB-110 Bandeirante

EMB-110 Bandeirante

E110
Turbohélice Twin Mediumdiscontinued1972–1990
Range
1.184 NM · 2.193 km
MTOW
5.900 kg
Cruzeiro
220 kt
Assentos
18
2 pilotos + 16 passageiros
Preço novo
US$ 800.000

Specs detalhadas

Performance

Engines
2x Pratt & Whitney Canada PT6A-34
Range Nm
1.060
Propeller
Hartzell 3-blade constant speed
Pressurized
Não
Max Speed Kt
220
Cruise Speed Kt
195
Fuel Capacity Lb
2.640
Razão de subida
1.500 ft/min
Service Ceiling Ft
21.500
Distância de pouso
1.700 ft
Pista balanceada (BFL)
2.500 ft
Shaft Horsepower Per Engine
750

Cabine e conforto

Lavatory
Aft com cortina (variável por variante)
Configuration
15-21 passageiros em fileiras 1+1 ou 2+1, não pressurizada
Cabin Width In
64
Stand Up Cabin
Não
Cabin Height In
63
Cabin Length Ft
30
Pressurização diferencial
0 psi
Baggage Capacity Cuft
75
Cabin Altitude Max Ft
21.500

Aviônica e motores

Fms
Não original (retrofits de GPS por operadores)
Crew
2
Tcas
Não original
Cockpit
Analógico clássico com instrumentação convencional (variantes posteriores recebiam Bendix RDR weather radar)
Ads B Out
Não
Autopilot
Bendix M-4D ou Collins AP-106 (opcional)
Autothrottle
Não
Weather Radar
Bendix RDR-150 (opcional)
Synthetic Vision
Não
Single Pilot Certified
Não

Custos operacionais

Fuel Burn Gph
95
Price New Usd
Annual Fixed Usd
180.000
Hourly Operating Usd
950
Engine Overhaul Cost Usd
280.000
Current Market Price Usd Low
250.000
Engine Overhaul Period Hours
3.500
Current Market Price Usd High
750.000

Conhecimento curado

História

Primeiro voo em 1968, 1 ano antes da fundação oficial da Embraer

O protótipo IPD-6504 (que viraria o EMB-110) voou pela primeira vez em 26 de outubro de 1968, projetado pelo engenheiro francês Max Holste em parceria com o CTA brasileiro. A Embraer foi fundada formalmente em 19 de agosto de 1969 especificamente para industrializar o projeto. O Bandeirante é literalmente a razão de existir da Embraer — sem ele, não haveria E-Jets, Phenom ou Praetor décadas depois.

Primeiro avião brasileiro exportado em escala global

Das 498 unidades produzidas, mais de 350 foram exportadas para mais de 36 países, incluindo grandes operadores como SkyWest (USA), DLT (Alemanha), Air Littoral (França), Aeronaves del Centro (México) e várias forças aéreas europeias. O Bandeirante quebrou o paradigma de que a indústria aeronáutica de país em desenvolvimento não conseguiria competir em mercados maduros — abrindo caminho para o ERJ-145 e os E-Jets.

Benefícios

Robustez para pistas curtas e mal preparadas

Projetado para conectar cidades brasileiras com pistas precárias (cascalho, grama, asfalto deteriorado), o Bandeirante decola em 762m e pousa em 518m com MTOW completo. Trens de pouso reforçados, hélices altas e estrutura simples permitiram operação em destinos que turboélices estrangeiros não suportavam. Ainda hoje opera em Amazônia e África em condições brutas.

Custo de aquisição e operação bem abaixo de equivalentes

Com mercado usado entre USD 250k-750k e custo operacional de USD 950/hora, o Bandeirante é hoje a forma mais barata de operar um twin turboprop com 19 lugares. Operadores cargo brasileiros (Sideral, Total) e africanos mantêm a aeronave economicamente viável décadas após o fim da produção.

Limitações

Cabine não pressurizada limita altitude e conforto

O Bandeirante voa em altitudes de até 21.500ft sem pressurização, exigindo uso de oxigênio acima de 10.000ft e degradando significativamente o conforto em altitudes médias. Em rotas com obstáculos meteorológicos (CBs em região tropical), a impossibilidade de subir acima das nuvens é a maior limitação operacional. Por isso foi sucedido pelo EMB-120 Brasília pressurizado.

Curiosidades

Bandeirante é a marca registrada do dia da Embraer

A data oficial de criação da Embraer (19/08/1969) é celebrada anualmente, e o Bandeirante é exibido em todos os marcos institucionais da empresa — incluindo o museu Asas de um Sonho em São José dos Campos. O presidente da Embraer Francisco Gomes Neto e os fundadores Ozires Silva e Ozildo Cordeiro de Almeida são frequentemente citados associando o sucesso atual da empresa ao 'salto Bandeirante' dos anos 70.

Frota brasileira · 119 matrículas

Análise completa: lista, reservas de marca, gráficos e change log no Monitor ANAC.

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Acidentes catalogados

Fontes: NTSB, CENIPA, Aviation Safety Network

01/01/2015· BR· SALVADOR
PT-SHY
Leve

COLISÃO COM AERONAVE NO SOLO

28/07/2014· BR· FOZ DO IGUAÇU
PT-TAW
Sério

FALHA DE SISTEMA / COMPONENTE

31/05/2013· BR· GUARULHOS
PT-WCM
Sério

POUSO SEM TREM

22/04/2013· BR· BELÉM
PT-WTL
Leve

FALHA DE SISTEMA / COMPONENTE

24/05/2011· BR· COARI
PT-SHU
Sério

PERDA DE CONTROLE NO SOLO

19/05/2010· BR· CASCAVEL
PT-GKQ
Sério

CFIT - COLISÃO EM VOO CONTROLADO COM O TERRENO

23/02/2010· BR· VÁRZEA GRANDE
PT-SOG
Leve

COM TREM DE POUSO

25/01/2010· BR· SENADOR JOSÉ PORFÍRIO
PT-TAF
Fatal · 2

FALHA DO MOTOR EM VOO

07/02/2009· BR· MANACAPURU
PT-SEA
Fatal · 24

FALHA DO MOTOR EM VOO

21/04/2008· BR· COARI
PT-OCV
Sério

FALHA DO MOTOR EM VOO